O líder do PSD abre a porta a entendimentos com outros partidos, mas lembra que foi o primeiro-ministro que colocou Portugal "nesta crise".
"O PSD está aberto a entendimentos com outros partidos depois das eleições, mas primeiro o país que diga que mudança quer", disse esta quarta-feira Pedro Passos Coelho, rejeitando, contudo, um acordo com José Sócrates: "Aqueles que nos puseram nesta crise não têm condições nos tirar e para ser Governo"
Passos Coelho reforçou que além de entendimentos com outros partidos, o PSD está aberto a convidar outras personalidades que não sejam do partido. Mas avisou que qualquer convite ou entendimento só será estudado depois das eleições.
"O país precisa de conhecer a mudança, precisa de quem tenha crédito para gastar daqui para a frente", acrescentou.
Recorde-se que José Sócrates, na entrevista concedida terça-feira à TVI, abriu a porta a um entendimento com Pedro Passos Coelho depois das eleições.
Para Pedro Passos Coelho, a gestão do país tem pecado por mais diálogo do que concretização. "Desde que o PS perdeu a maioria absoluta, conseguimos viabilizar três PEC e dois Orçamentos do Estado, portanto o que mais tem havido é diálogo", defendeu, acrescentando: "O que tem faltado é capacidade de concretização e o que é preciso é que aquilo que se negoceia e se acerta seja depois mesmo cumprido"
quarta-feira, 27 de abril de 2011
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