Depois de muita discussão acerca da possível intervenção do FMI em Portugal, foi oficializado no dia 06 de abril, o pedido de ajuda ao FMI. Banqueiros, economistas, próximos do PS e do PSD, e demais atores econômicos estão de acordo; segundo eles, o pedido de ajuda internacional era inevitável e foi uma pena ter demorado tanto tempo a ser feito. O presidente manifestou sua confiança na capacidade de Portugal superar as dificuldades atuais, com a solidariedade dos seus parceiros.
De acordo com o eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, a ajuda externa a Portugal será realizada nos mesmos moldes em que foi feita à Grécia e à Irlanda. Ou seja, no quadro do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), com uma componente de FMI. A vantagem disso é que não é imposto aos mercados o seu afastamento temporário. O valor estimado pela Comissão para uma ajuda a Portugal no âmbito do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) é de 75 mil milhões de euros.
Muitos lamentam que o pedido tenha demorado tanto para ser feito, se tivesse acontecido um ano antes, seria muito provável que o país não tivesse enfrentando essa crise, a dívida não seria tão elevada, as contas públicas estariam mais em ordem e Portugal teria o aval internacional para o finciamento. Segundo Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças do primeiro Governo de José Sócrates, a necessidade da ajuda se tornou evidente do ponto de vista orçamental, já que a dívida ultrapassou os 90% do PIB (fato que não acontecia há mais de 50 anos).
A “aflição da banca” foi a gota de água que fez Sócrates decidir pelo pedido de ajuda externa, o primeiro ministro alegou ter feito de tudo para resolver a situação portuguesa e que o pedido à UE foi uma solução de último recurso. Ele alegou, ainda, que a demora em pedir a ajuda ocorreu pela tentativa de conseguir um novo regime para o fundo. Apesar de todas as justificativas a demora, de fato, prejudicou a situação portuguesa.
Agora será a terceira vez que o FMI atua em Portugal. A primeira vez foi em 1977, quando o país estava com uma taxa de desemprego superior a 7%, bens racionados, inflação crescente, conflitualidade política e o escudo desvalorizado. A intervenção trouxe "pacotes" que se traduziram em redução de salários e subida de impostos, entre outras medidas. A segunda foi em 1983, quando o desemprego se encontrava acima dos 11% e uma dívida externa galopante devido à subida das taxas de juro internacionais. Nesta ocasião, o FMI emprestou 750 milhões de dólares e novamente impôs cortes nos salários, aumentos de preços, travão ao investimento público, entre outras medidas.
Como se pode ver, a intervenção não é a melhor das opções, a situação das famílias portuguesas pode ficar ainda mais grave no que diz respeito ao consumo e ao endividamento. No entanto, já que essa foi a saída encontrada para resolver a situação de Portugal, espero que as medidas a serem adotadas sejam positivas para a economia, para as finanças e para o bem-estar do país.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O líder do PSD abre a porta a entendimentos com outros partidos, mas lembra que foi o primeiro-ministro que colocou Portugal "nesta crise".
"O PSD está aberto a entendimentos com outros partidos depois das eleições, mas primeiro o país que diga que mudança quer", disse esta quarta-feira Pedro Passos Coelho, rejeitando, contudo, um acordo com José Sócrates: "Aqueles que nos puseram nesta crise não têm condições nos tirar e para ser Governo"
Passos Coelho reforçou que além de entendimentos com outros partidos, o PSD está aberto a convidar outras personalidades que não sejam do partido. Mas avisou que qualquer convite ou entendimento só será estudado depois das eleições.
"O país precisa de conhecer a mudança, precisa de quem tenha crédito para gastar daqui para a frente", acrescentou.
Recorde-se que José Sócrates, na entrevista concedida terça-feira à TVI, abriu a porta a um entendimento com Pedro Passos Coelho depois das eleições.
Para Pedro Passos Coelho, a gestão do país tem pecado por mais diálogo do que concretização. "Desde que o PS perdeu a maioria absoluta, conseguimos viabilizar três PEC e dois Orçamentos do Estado, portanto o que mais tem havido é diálogo", defendeu, acrescentando: "O que tem faltado é capacidade de concretização e o que é preciso é que aquilo que se negoceia e se acerta seja depois mesmo cumprido"
"O PSD está aberto a entendimentos com outros partidos depois das eleições, mas primeiro o país que diga que mudança quer", disse esta quarta-feira Pedro Passos Coelho, rejeitando, contudo, um acordo com José Sócrates: "Aqueles que nos puseram nesta crise não têm condições nos tirar e para ser Governo"
Passos Coelho reforçou que além de entendimentos com outros partidos, o PSD está aberto a convidar outras personalidades que não sejam do partido. Mas avisou que qualquer convite ou entendimento só será estudado depois das eleições.
"O país precisa de conhecer a mudança, precisa de quem tenha crédito para gastar daqui para a frente", acrescentou.
Recorde-se que José Sócrates, na entrevista concedida terça-feira à TVI, abriu a porta a um entendimento com Pedro Passos Coelho depois das eleições.
Para Pedro Passos Coelho, a gestão do país tem pecado por mais diálogo do que concretização. "Desde que o PS perdeu a maioria absoluta, conseguimos viabilizar três PEC e dois Orçamentos do Estado, portanto o que mais tem havido é diálogo", defendeu, acrescentando: "O que tem faltado é capacidade de concretização e o que é preciso é que aquilo que se negoceia e se acerta seja depois mesmo cumprido"
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Convivio/Jogo de futebol JSD/PSD Alheira
No passado dia 4 de Julho, realizou-se um convivio JSD/PSD Alheira organizado pela JSD da nossa freguesia.
Apesar das temperaturas quentes, foram muitas as pessoas que se juntaram a nós e passaram uma tarde animada com um jogo da JSD contra o PSD.
Depois de uma vitória da JSD por 5-1, todos recuperaram energias com uma sardinhada, churrascos e concertinas à mistura.
Para todos aqueles que estiveram presentes e colaboraram para o sucesso da inicitiva, fica a promessa da realização de um novo convivio, quem sabe talvez para o PSD se desforrar da derrota!
Obrigado a todos aqueles que participaram e contribuiram para o sucesso da iniciativa.
Apesar das temperaturas quentes, foram muitas as pessoas que se juntaram a nós e passaram uma tarde animada com um jogo da JSD contra o PSD.
Depois de uma vitória da JSD por 5-1, todos recuperaram energias com uma sardinhada, churrascos e concertinas à mistura.
Para todos aqueles que estiveram presentes e colaboraram para o sucesso da inicitiva, fica a promessa da realização de um novo convivio, quem sabe talvez para o PSD se desforrar da derrota!
Obrigado a todos aqueles que participaram e contribuiram para o sucesso da iniciativa.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Através de um despacho publicado no Diário de República em Março, os alunos com mais de 15 anos que tenham ficado retidos no 8º ano podem passar directamente para o 10º ano, apenas com a realização de alguns exames, mais precisamente as provas nacionais de português e matemática e os exames de 9º ano a realizar na sua escola. Esta medida entra já em vigor este Verão.
Parece-nos, desde logo, que um aluno com mais de 15 anos e que ainda frequente o 8º ano apresenta dificuldades de aprendizagem que dificilmente conseguirá ultrapassar nos exames. E muito mais difícil será estes alunos levarem avante o 10º ano e restante secundário. Já para não se falar das desigualdades que se criam e relação aos restantes alunos. Os alunos abrangidos por este regime, apesar de não terem aproveitamento regular, são premiados com a passagem directa para o 10º ano enquanto quem obtém sucesso passa para o 9º ano. As medidas de facilitismo são uma marca que se tem verificado com este governo, a nível de educação, basta pensarmos no 9º ano em três meses nas novas oportunidades. É de lamentar que o governo trabalhe para as estatísticas, a nível do ensino, e não em formar profissionais, efectivamente, competentes. Teremos daqui a pouco licenciaturas como a de um conhecido engenheiro?
Parece-nos, desde logo, que um aluno com mais de 15 anos e que ainda frequente o 8º ano apresenta dificuldades de aprendizagem que dificilmente conseguirá ultrapassar nos exames. E muito mais difícil será estes alunos levarem avante o 10º ano e restante secundário. Já para não se falar das desigualdades que se criam e relação aos restantes alunos. Os alunos abrangidos por este regime, apesar de não terem aproveitamento regular, são premiados com a passagem directa para o 10º ano enquanto quem obtém sucesso passa para o 9º ano. As medidas de facilitismo são uma marca que se tem verificado com este governo, a nível de educação, basta pensarmos no 9º ano em três meses nas novas oportunidades. É de lamentar que o governo trabalhe para as estatísticas, a nível do ensino, e não em formar profissionais, efectivamente, competentes. Teremos daqui a pouco licenciaturas como a de um conhecido engenheiro?
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